Agripino e a Noite
sexta-feira, novembro 30, 2007
AGRIPINO E A NOITE
quarta-feira, outubro 10, 2007
MAR & CIA
MAR & CIA
não feche os olhos
não tranque a porta
não fique morta
de cansaço
não se aposente
não se retire
dos aposentos
não desfaleça
não se esqueça
que o laço solta
e um dia volta
do mar longínquo
o seu amado
com muito afinco
no regressar
e garças loucas
no céu da boca
para te dar
não feche os olhos
não tranque a porta
não fique morta
de cansaço
não se aposente
não se retire
dos aposentos
não desfaleça
não se esqueça
que o laço solta
e um dia volta
do mar longínquo
o seu amado
com muito afinco
no regressar
e garças loucas
no céu da boca
para te dar
quinta-feira, setembro 20, 2007
DO SEU CALAR
DO SEU CALAR
meu amor
não se move
o meu love
só se perde
perde tanto
que nem say
sempre muda
sempre mudo
sempre sexy
como antes
e eu só peço
o que eu want
para mim:
alfabeto
nunca falte
há lá in?
cá tão out!
meu amor
não se move
o meu love
só se perde
perde tanto
que nem say
sempre muda
sempre mudo
sempre sexy
como antes
e eu só peço
o que eu want
para mim:
alfabeto
nunca falte
há lá in?
cá tão out!
segunda-feira, julho 30, 2007
PIO PRIMEIRO
PIO PRIMEIRO
__________injusto hoje
________que eu bem-te-vi
_______você vem me ver
_______de busto nu
__________injusto tu
_________que não me beijas-
___________flor de língua
_____________sabiás que sou
_______________João de barro
_____________e me derreto
__________e me desgarro
________e pio arfante
______porque meu bando
___é qualquer banda
______que me encante
quinta-feira, julho 26, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
TENTATIVA EXPLICATIVA DE RETRATAR ALGUMAS CHAVES DIALOGAIS
Tentativa explicativa de retratar algumas chaves dialogais
I. Cumplicidade:
II. Decepção:
III. Fernanda e Leandro:
IV. Dúvida:
V. Nós:
VI. Ilbs:
VII. Batráquio:
VIII. ...:
IX. Intimidade:
X. Vibração:
terça-feira, maio 29, 2007
PARA A OUTRA PONTA DO MEU CORDÃO UMBILICAL
PARA A OUTRA PONTA DO MEU CORDÃO UMBILICAL
eu gostaria de escrever o mais belo poema
ausente em tudo de mim
e esculpido por borboletas
e perfumado de jasmim
e pontuado de estrelas apagadas
mas, em se tratando de você
não consigo ser poeta
gostaria de poder dedicar-lhe minhas melhores metáforas
com minhas imagens mais surpreendentes
só porque você pediu
e porque me olhou como minha mãe
e foi como se eu tivesse nascido naquele momento
e me deu vontade de chorar
pra te mostrar que sou saudável
mas, em se tratando de você
minhas letras se esvaem roxas
eu tentei ser fantástico, ser único
pra te presentear com um poema emoldurado
de palavras coloridas e música de passarinho
pois achei que assim você esperava
mas os meus versos saem conto
em se tratando de você
o meu parágrafo perde o ponto
final da história infinita
dos nossos umbigos profundos
eu queria usar palavras inesperadas e difíceis
ou apenas bonitas e engraçadas
como é você
eu queria dizer pulverizador
mas minhas idéias se pulverizam
e meu poema fica assim previsível e comum
como sou eu
em se tratando de você
eu gostaria de escrever o mais belo poema
ausente em tudo de mim
e esculpido por borboletas
e perfumado de jasmim
e pontuado de estrelas apagadas
mas, em se tratando de você
não consigo ser poeta
gostaria de poder dedicar-lhe minhas melhores metáforas
com minhas imagens mais surpreendentes
só porque você pediu
e porque me olhou como minha mãe
e foi como se eu tivesse nascido naquele momento
e me deu vontade de chorar
pra te mostrar que sou saudável
mas, em se tratando de você
minhas letras se esvaem roxas
eu tentei ser fantástico, ser único
pra te presentear com um poema emoldurado
de palavras coloridas e música de passarinho
pois achei que assim você esperava
mas os meus versos saem conto
em se tratando de você
o meu parágrafo perde o ponto
final da história infinita
dos nossos umbigos profundos
eu queria usar palavras inesperadas e difíceis
ou apenas bonitas e engraçadas
como é você
eu queria dizer pulverizador
mas minhas idéias se pulverizam
e meu poema fica assim previsível e comum
como sou eu
em se tratando de você
quarta-feira, maio 16, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
TEMPESTADE
TEMPESTADE
temporada de temporais
no nosso telhado
trovões e raio
o só de sempre
deitado de lado
tá faltando cor
na nossa fachada
tá faltando brasa
na brisa de maio
temporada de temporais
no nosso telhado
mas chega pra cá
que não curto circuito
fechado
temporada de temporais
no nosso telhado
trovões e raio
o só de sempre
deitado de lado
tá faltando cor
na nossa fachada
tá faltando brasa
na brisa de maio
temporada de temporais
no nosso telhado
mas chega pra cá
que não curto circuito
fechado
sexta-feira, abril 13, 2007
TEMPO VERBAL
TEMPO VERBAL
o certo é não ter vírgula
entre um e outro
e acabar com o travessão
atravessado na garganta
o certo é serem um ponto
nada de reticências
um único ponto
sincero e preciso
geometria perfeita
feita de corpos sobrepostos
postos à prova dos nove
minutos
o certo é não ter vírgula
entre um e outro
e acabar com o travessão
atravessado na garganta
o certo é serem um ponto
nada de reticências
um único ponto
sincero e preciso
geometria perfeita
feita de corpos sobrepostos
postos à prova dos nove
minutos
segunda-feira, abril 09, 2007
RUMOR INTERNO
RUMOR INTERNO
Quando se pega pensando na
razão pessoal e filosófica
que leva os besouros suicidas
a se lançarem contra os pára-brisas
é que um homem percebe o quanto está realizado
Ali não precisávamos de mais nada
(a televisão mais próxima ficava a três dias de distância)
tínhamos tudo
e a terra nos chamava pelo nome
Éramos signos uns dos outros
e dignos
de sermos todos o mesmo
Num particular partilhado
cada partícula era o absoluto
e todo fundamental, uma parte
Mas voltamos...
Renata disse que
aquele veículo é um cocô do mundo
(eu concordei)
E Oliver
com uma (bela e) certa sede poética
apontando o horizonte:
Maceió é aquela luz!
(que luz teria orgulho de apagar o céu noturno?)
Havíamos levado tudo:
olhos eternos
amor em malotes
e um bom-rumor
E apenas voltou conosco
uma saudade triste e grata
acenando para o passado
pela janela traseira
do carro
Quando se pega pensando na
razão pessoal e filosófica
que leva os besouros suicidas
a se lançarem contra os pára-brisas
é que um homem percebe o quanto está realizado
Ali não precisávamos de mais nada
(a televisão mais próxima ficava a três dias de distância)
tínhamos tudo
e a terra nos chamava pelo nome
Éramos signos uns dos outros
e dignos
de sermos todos o mesmo
Num particular partilhado
cada partícula era o absoluto
e todo fundamental, uma parte
Mas voltamos...
Renata disse que
(eu concordei)
E Oliver
com uma (bela e) certa sede poética
apontando o horizonte:
(que luz teria orgulho de apagar o céu noturno?)
Havíamos levado tudo:
E apenas voltou conosco
uma saudade triste e grata
acenando para o passado
pela janela traseira
do carro
segunda-feira, abril 02, 2007
ILHA DESERTA
ILHA DESERTA
No Havaí que havia aí
meu tornado virou sopro
o meu coco, açaí
minha casa pegou broca
tsunami, pororoca
meu silêncio virou cri
No Havaí que havia aí
meu Beethoven virou hula
o meu clássico, uma bula
minha harpia, colibri
minha erva virou pó
o meu clique virou pi
No Havaí que havia aí
minha costa virou grão
o meu pão virou migalha
minha tralha virou me
tempestade, então garoa
oceano, então lagoa
minha certeza virou se
No Havaí que havia aí
meu horizonte virou arco
o meu caro saiu free
o meu céu virou pintura
Oceania, Cingapura
Oiapoque virou Xuí
No aí que havia aqui
Havaí virou nordeste
armadilha virou teste
margarida, bacuri
No Havaí que havia aí
minha repulsa virou gozo
e minha calma, frenesi
No Havaí que havia aí
meu tornado virou sopro
o meu coco, açaí
minha casa pegou broca
tsunami, pororoca
meu silêncio virou cri
No Havaí que havia aí
meu Beethoven virou hula
o meu clássico, uma bula
minha harpia, colibri
minha erva virou pó
o meu clique virou pi
No Havaí que havia aí
minha costa virou grão
o meu pão virou migalha
minha tralha virou me
tempestade, então garoa
oceano, então lagoa
minha certeza virou se
No Havaí que havia aí
meu horizonte virou arco
o meu caro saiu free
o meu céu virou pintura
Oceania, Cingapura
Oiapoque virou Xuí
No aí que havia aqui
Havaí virou nordeste
armadilha virou teste
margarida, bacuri
No Havaí que havia aí
minha repulsa virou gozo
e minha calma, frenesi
domingo, abril 01, 2007
PENSAR NISSO
PENSAR NISSO
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