RALAVANAVA
— Mãe, mãe, mãe, aprendi uma palavra nova!
— Ah, é?! E qual foi?
— Ralavanava.
— Como?
— RALAVANAVA!
— Hum... e o que isso significa?
— Significa que eu não sei pensar.
— Não diga uma coisa dessas, meu filho! Você é uma criança tão esperta!
— Não, mãe. Eu sou poeta.
— Valei-me, meu São Judas Tadeu!
sábado, novembro 11, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
SOBERBA
SOBERBA
tire suas mãos
geladas suadas trêmulas
de tudo o que me pertence:
afaste suas mãos de si e venha bater palmas em mim
tire suas mãos
geladas suadas trêmulas
de tudo o que me pertence:
... os sete poemas capitais
quinta-feira, novembro 09, 2006
AVAREZA
AVAREZA
eu quero
seu olho sua boca sua mão seu balanço seu dedão do pé
eu quero
seu relógio seu cabelo sua roupa seu espaço seus pêlos de pé
eu quero
sua voz seu canudo seu cheiro seu braço sua coxa seu umbigo seu
reflexo cadarço seu beijo de veludo seu sorriso mudo até seu chulé
eu quero quase tudo
só não quero a cicatriz
embaixo do seu queixo
um corte feio e cego
desleixo do meu ego
que me faz lembrar de mim
eu quero
eu quero
eu quero
eu quero quase tudo
só não quero a cicatriz
embaixo do seu queixo
um corte feio e cego
desleixo do meu ego
que me faz lembrar de mim
... os sete poemas capitais
quarta-feira, novembro 08, 2006
IRA
IRA
vem assim me esmagando
faz o sol, noite adentro,
ser de mim o que não sou
vem gritando que me odeia
faz pegadas no meu pódio
para nunca mais me pôr
...
mas pra que tanto eclipse
se já sabes que o ódio
é uma forma de amor?
vem assim me esmagando
faz o sol, noite adentro,
ser de mim o que não sou
vem gritando que me odeia
faz pegadas no meu pódio
para nunca mais me pôr
...
mas pra que tanto eclipse
se já sabes que o ódio
é uma forma de amor?
... os sete poemas capitais
terça-feira, novembro 07, 2006
LUXÚRIA
LUXÚRIA
uma palavra crua logo
após uma noite de amor selvagem
vale mais do que mil diálogos
vale mais do que mil imagens
uma palavra crua logo
após uma noite de amor selvagem
vale mais do que mil diálogos
vale mais do que mil imagens
... os sete poemas capitais
segunda-feira, novembro 06, 2006
PREGUIÇA
PREGUIÇA
vamos fazer um negócio:
esquecerei o amor
e viveremos do ócio
vamos fazer um negócio:
esquecerei o amor
e viveremos do ócio
... os sete poemas capitais
domingo, novembro 05, 2006
INVEJA
INVEJA
oh, minha amada
pudera eu amá-la
o amor que tu me amas
quem dera, amada!
mas amo esse amor triste
que quase não existe
oh, minha amada
te amo como a mim
um amor mesquinho assim
pouquinho, quase nada
oh, minha amada
pudera eu amá-la
o amor que tu me amas
quem dera, amada!
mas amo esse amor triste
que quase não existe
oh, minha amada
te amo como a mim
um amor mesquinho assim
pouquinho, quase nada
... os sete poemas capitais
sábado, novembro 04, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
DO DESTINO
DO DESTINO
tenho sérios problemas
com os desígnios da vida
fui designado a ser sombra
do sol que me projeta
fui projetado pra ser meta
e acabei saindo poeta
tenho sérios problemas
com os desígnios da vida
fui designado a ser sombra
do sol que me projeta
fui projetado pra ser meta
e acabei saindo poeta
RALOUIM
RALOUIM
terça-feira, outubro 24, 2006
MANIFESTO DO CORAÇÃO PARTIDO
Manifesto do Coração Partido
quarta-feira, outubro 18, 2006
MENOS PREZAR
MENOS PREZAR
Antes de mim, teu coração
Já cheguei sem nunca ter vindo
Tendo as dúvidas do findo
Em vias de ser inverso
Qual o alcance do meu verso?
Qual é a cor do meu nome?
E nos sentidos do universo
___Por que você não some?
___Por que você não some?
___Por que você não some?
Antes de mim, teu coração
Já cheguei sem nunca ter vindo
Tendo as dúvidas do findo
Em vias de ser inverso
Qual o alcance do meu verso?
Qual é a cor do meu nome?
E nos sentidos do universo
___Por que você não some?
___Por que você não some?
___Por que você não some?
domingo, outubro 15, 2006
BEIJA-FLOR (OU MADRIGAL ERÓTICO)
BEIJA-FLOR (OU MADRIGAL ERÓTICO)
fico suspenso
p a r a d o n o a r
embriago-me, penso
em despetalar
estático e tenso
provando teu néctar
fico suspenso
p a r a d o n o a r
estático e tenso
provando teu néctar
sábado, outubro 14, 2006
POLVO
POLVO
Quem disse que o abraço
é essa coisa de braço
ou de tentáculo?
Meu abraço está no fascínio
que, pela água, ondulo
(ao redor e em mim)
sem nunca desaparecer
— Abraçar não tem domínio!
Quem disse que o abraço
é essa coisa de braço
ou de tentáculo?
Meu abraço está no fascínio
que, pela água, ondulo
(ao redor e em mim)
sem nunca desaparecer
— Abraçar não tem domínio!
quinta-feira, outubro 12, 2006
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